» Hérnia de hiato ou azia
Cirurgia Laparoscópica para Doença do Refluxo Gastroesofagiano (DRGE)
“Queimação" ou “azia” são os termos utilizados para descrever os sintomas do aparelho digestivo relacionados à Doença do Refluxo Gastroesofagiano (DRGE). O que ocorre é o retorno do ácido do estômago para o esôfago, ocasionando uma sensação de queimação que sai do peito e sobe para o pescoço. Muitos adultos sentem este desconforto uma vez ao mês. Essa freqüência é considerada normal, acima disso é que o médico deve ser avisado. O refluxo pode apresentar outros sintomas como regurgitação (alimento voltar à garganta), tosse, dificuldade na deglutição, chiado no peito.
A CAUSA DA DRGE:
Quando comemos, o alimento caminha da boca até o estômago passando por um órgão tubular chamado esôfago. No final do esôfago há um pequeno anel muscular, chamado esfíncter esofagiano inferior, que atua como uma válvula permitindo que o alimento passe para o estômago e que o ácido estomacal não retorne. A DRGE ocorre quando essa válvula não funciona adequadamente e o ácido do estômago sobe para o esôfago. Isso causa uma irritação (química) do esôfago, gerando o sintoma de queimação ou a azia.
Além de problemas com o esfíncter esofagiano inferior, há hábitos que podem ocasionar um relaxamento do esfíncter do esôfago, levando ao refluxo e conseqüentemente à azia. Por exemplo, ingestão de alimentos condimentados ou picantes, chocolates, alimentos mentolados, medicamentos, roupas muito apertadas, fumo, bebidas alcoólicas, exercícios vigorosos (principalmente os que necessitam de prensa abdominal).
A hérnia de hiato pode estar presente em vários pacientes que sofrem de DRGE, sendo uma das causas da doença do refluxo ou seu mantenedor.
Entre o tórax e o abdome existe um músculo que separa estas duas cavidades chamado diafragma. O orifício por onde o esôfago passa pelo diafragma para chegar ao abdome chama-se hiato. Normalmente, o hiato é estreito, dando espaço somente para a passagem do esôfago. Quando o hiato se encontra alargado por inúmeros motivos, o estômago "sobe" para o tórax formando a chamada hérnia de hiato.
Na imagem ao lado, observa-se o esôfago e uma porção do estômago que "subiram" para o tórax através de uma hérnia hiatal.
Não há necessidade de o paciente ter hérnia de hiato para ter azia (refluxo gastroesofagiano).
Nem todo o paciente, que tem hérnia de hiato, tem doença do refluxo. Nestes pacientes, só há indicação de cirurgia quando a hérnia é muito grande e comprime os órgãos próximos a ela como pulmão e coração.
O TRATAMENTO DA DRGE
Pode ser feito por três iniciativas:
1) Mudanças nos hábitos de vida; 2) Terapêutica medicamentosa; 3) Cirurgia
A cirurgia é indicada para pacientes que não respondem aos tratamentos habituais por ser uma intervenção definitiva para solucionar a DRGE. A CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA para correção da DRGE evita os grandes cortes cirúrgicos abdominais e proporciona rápido restabelecimento.
A cirurgia anti-refluxo reforça a válvula entre o esôfago e o estômago (esfíncter esofagiano inferior), envolvendo a porção superior do estômago ao redor da porção inferior do esôfago (como uma gravata).
Exames fundamentais para a realização da cirurgia anti-refluxo:
• Endoscopia digestiva alta • Manometria esofágica • pHmetria esofágica de 24 horas (indicado em alguns casos especiais)
O MÉDICO DEFINIRÁ A INDICAÇÃO DA CIRURGIA CONFORME O RESULTADO DESSES EXAMES.
PREPARO DO PACIENTE EM CASO DE CIRURGIA:
Devem ser realizados exames pré-operatórios rotineiros Após meia noite do dia anterior da cirurgia, deve ser feito jejum absoluto No caso do paciente usar medicações diárias, o cirurgião definirá qual a melhor forma de administrá-las na manhã da cirurgia. Se há uso de anticoagulantes ou aspirina, o cirurgião definirá quando o uso deverá cessar antes da cirurgia.
O anestesista responsável pelo pré-operatório visita o paciente no quarto Quando acordar da anestesia, o paciente ficará num local apropriado, chamado de recuperação anestésica, sob constante cuidado até ser liberado para o quarto.
APÓS A CIRURGIA
Pontos - Paciente é orientado a ter atividades leves na primeira semana após a cirurgia até a retirada dos pontos que acontece após 7dias.
Dor - No pós-operatório, a dor é de leve a moderada, controlada com analgésicos leves. Se houver dor intensa o médico deve ser avisado.
Alimentação - Iniciar com dieta líquida, progredindo para líquido-pastosa, pastosa e normal conforme se der a supressão dos sintomas.
Atividade - Deverá voltar às atividades normais em uma semana e exercícios físicos após 15 a 30 dias, conforme a tolerância do paciente.
O PACIENTE DEVE PROCURAR O MÉDICO NAS SEGUINTES SITUAÇÕES:
- Febre constante (acima de 38°C) - Sangramento contínuo na ferida operatória. - Aumento de dor abdominal ou inchaço no abdome. - Calafrios - Tosse persistente ou respiração curta - Secreção na ferida operatória
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